Conheça o trabalho de João Motta:
I - O Tríptico
II - Obras Devocionais
III - Peças Irónicas
IV - Peças soltas
V - A Identidade
VI - A Ilusão universal
VII - Peças de madeira
VIII - Histórias animadas


Exposição no Salão Anual da Sociedade Nacional de Belas Artes 24 - 25
“Happy Family”
Visita guiada ao Jardim Mágico no SNBA
5ª feira, 16.01, das 15h às 17h e Sábado , 17.01, das 14h às 17h (O Salão fechará a 18 Janeiro)
Saia da rotina, deixe-se encantar pela história da obra de João Motta exposta no Salão Anual dos Sócios da Sociedade Nacional de Belas Artes .
Prepare-se para entrar num mundo mágico, onde a sua vida e a da sua família, poderão ser perspectivadas de uma forma diferente e criativa.
João Motta, contador de histórias, artista, escritor e ex-diplomata, fará uma visita guiada à sua obra “ Happy Family”, um grande “Jardim Mágico” tridimensional em exposição no Salão Anual da S.N.B.A., o qual conta também com 250 obras de vários artistas.
Usando esta obra como exemplo, João Teixeira da Motta falará do processo de criação dos seus Jardins Mágicos, tanto a nível psicológico como da sua execução. Os J.M. são mundos alternativos, feitos em assemblage de muitas peças individuais, que são as suas personagens. Eles são uma espécie de presépios contemporâneos que espelham os nossos arquétipos e aspirações profundas. Sob a sua simplicidade quase infantil escondem temáticas variadas que pedem a nossa interpretação.
Nesta obra específica, as peças que a compõem são chinesas e o “chão” onde elas estão coladas representa a geografia da China. Como surpresa, o artista incluiu-se a si próprio na obra: é ele que desenha a Família Feliz!
S.N.B.A., Rua Barata Salgueiro, 36 Lisboa
Mais informações: 91 833 26 35 | www.rawdiamonds.net
Exposto no Salão Anual da
Sociedade Nacional de Belas Artes
De 20 de Dezembro a 07 de Janeiro de 2023, João Motta apresentou: O Andrógino
O Andrógino
Uma peça bi e tridimensional onde se pode ver um rapaz ou uma mulher.
Medidas: 53 (altura) 43 (largura) x 20,5 (profundidade) cm
PVP: 500€

Segue uma série inédita de quatro pequenos poemas do artista e escritor, que tratam de temas associados a esta obra, como o transgénero, a máscara, o duplo, a realidade virtual, o livre arbítrio, as marionetas, os espelhos e a ilusão.
VIDAS PARALELAS
1
Fui máscara quando elas eram prezadas. Em cortes de Java.
Dansei com outras máscaras, em cenários marcados.
Repetíamos os mesmos papeis
Fazíamos o que de nós se esperava.
Estou agora encerrada numa caixa redonda
Para nada sirvo e minha alma estiola.
Na mesma sonho, mas nada vejo.
Quando sair deste torpor, quando as tuas mãos me alcançarem,
Saberei viver aquilo a que não deste forma
Esqueceste-te de mim,
Mas sem mim não és nada
2
Andei por teatros longínquos, transportado em barcos que me davam tempo para preparar os papeis.
Chegava antes de tempo, com os teatros sempre vazios, palcos amordaçados.
Falei nos labirintos, mas a minha voz não atravessava os espelhos.
Eu era só uma máscara colada a uma marioneta.
Ninguém estava habituado.
3
Neste cenário virtual que os humanos percorrem, sou secundário, personagem desencontrado.
O vazio é o mesmo, mas, neste lado do espelho, o meu mundo de marioneta é mais rico.
Tendo aberto mão do livre-arbítrio, encarno qualquer papel.
4
Tenho uma colecção de máscaras em cima do meu boudoir.
Outras fechadas em caixas, num armazém empoeirado.
Joguei escondido a máscara da infância, rápido demais a da idade madura, agora, nesta foto enrugada, passa lento o tempo daquilo que não foi encontrado.

Exposição de 5 a 20 de Novembro de 2021:A Crise Planetária
No catálogo da exposição, João Pinharanda, Historiador de Arte e Comissário escreve:
"Numa consulta demasiado rápida e sem que tivéssemos trabalhado juntos esta nova fase, confirmo que o João continua a ver o mundo a partir de dentro de si e que as ficções que monta (recuperando tudo o que o mundo natural e artificial lhe dá para criar as personagens e os cenários dos seus teatros) se destinam a dar pistas mínimas de orientação a quem não é iniciado ou não tem acesso fácil ao motor da máquina do mundo ou não considera que exista um sentido interior para as coisas. O Vírus é mais um pretexto para o João continuar esse diálogo com os outros e consigo, para criar mais e mais universos paralelos – afinal os seus jardins são, como todos, jardins de caminhos que infinitamente se bifurcam."
João Motta apresenta o artista e a sua obra:
..." Esta instalação aqui apresentada na SNBA inclui um “tríptico” (três peças tridimensionais, ou assemblages, feitas sucessivamente em 2020) e um filme sobre elas, de 3,49 minutos, intitulado “A crise planetária”. Nelas procurei expressar o que senti ao longo desse ano e o que observei no mundo exterior. Esse processo culminou na peça “A Encenação”, feita à base de marionetes e de máscaras miniatura. Uma encenação cósmica que é o contexto da actual crise planetária, uma crise de identidade."...
-- Leia a apresentação completa em - Porque sou? Porque faço?
